Gramado, Terça-Feira, 21 de Novembro de 2017
História

Segundo a Revista Expo Magazine (www.expoweb.com), no artigo "The Evolution of CVBx", a história destas organizações remonta a 1895, em Detroit, Estados Unidos, quando um jornalista, Milton Carmichel, sugeriu em um artigo do Detroit Journal, que os empresários locais se unissem para fins de representação e promoção da cidade como um destino ideal para convenções, candidatando-a pró-ativamente como sede de eventos. Duas semanas após a publicação do artigo, foi formada a Detroit Convention and Businessmen League (Liga de Convenções e de Homens de Negócio de Detroit) sob a liderança do jornalista e que mais tarde evolui para o Detroit Metro Convention & Visitors Bureau.

Segundo o mesmo artigo, esta iniciativa dos empresários de Detroit foi seguida por várias cidades e estados norte-americanos a partir de 1902: Hawai, Atlantic City, Denver, Atlanta consecutivamente, culminado com a criação da International Association of Convention Bureaux - IACB- em 1914 - mais tarde renomeada IACVB e atualmente denominada DMAI - Destination Marketing Association International (Associação Internacional de Marketing de Destinos).

Paralelamente, o mesmo processo, ocorreu na Europa, tendo, este continente contado com a iniciativa de Londres, que em 1905 formou seu Convention Bureau. Ásia e América Latina organizaram-se mais tarde, por volta dos anos 80, com raras exceções, mas tendo seus ápices de criação e desenvolvimento de Bureaux ao redor do ano 2000.

No Brasil, os Convention Bureaux surgiram apenas em 1983, na cidade de São Paulo, seguida, no ano seguinte, pelo Rio de Janeiro. Em 1999, os CVBx existentes no país, organizam-se sob um fórum de discussões, denominado de Fórum Brasileiro dos CVBX. Em 2008, quando o número de unidades no Brasil passa de 100, a Rede Brasileira de CVBx está Constituída em uma Confederação Brasileira, uma Federação Brasileira e oito Federações Estaduais.

Importante salientar que originalmente os Convention Bureaux foram criados com o fim de atrair eventos (convenções e feiras profissionais) e homens de negócios. Só mais tarde, houve ampliação do foco para os turistas de lazer e portanto, a inclusão da palavra "visitors" (visitantes) ao nome principal. A própria Associação Internacional dos Convention Bureaux nasceu como IACB, tendo somente incorporado a terminologia "visitors" em 1974, ou 60 anos após sua criação. Vale ressaltar que a inclusão dessa terminologia e a adoção de estratégias focadas na atração de visitantes fica a critério dos gestores de cada Bureau e de seu foco de trabalho, o que deve ser baseado em pesquisas de mercado consistentes que possam efetivamente mensurar seu potencial de atratividade em relação ao público alvo e decisão por este posicionamento.

A ampliação do foco, com a inclusão dos visitantes, fez com que as atividades desenvolvidas pelos Convention & Visitors Bureaux se tornassem mais completas, em termos de venda do destino, visto que passaram a incluir estratégias para todos os perfis de usuários: intermediários e consumidores finais em sua totalidade e não só profissionais. Assim sendo, assumiram um papel de gerenciadores de destino ou DMOs - Destination Managememet Organizations termo atualmente designado para classificar estas organizações, tendência essa, também reforçada pela IACVB, que desde 2002 adota o nome de DMAI - Destination Marketing Association International (Associação Internacional de Marketing de Destino).

Na América do Norte, a esmagadora maioria dos Bureaux trabalha com visitantes e convenções. São organismos privados, que administram recursos majoritariamente públicos derivados da arrecadação da room tax. Já na Europa, os Convention Bureaux - unicamente dedicados à atração de eventos - constituem usualmente um departamento de Órgãos ou Escritórios de Turismo Oficiais governamentais ou mistos.

Os CVBx brasileiros são, em sua maioria, associações (65% segundo o Censo de 2008 da CBCVB) e concentram empresários locais atuantes nas mais distintas áreas da atividade turística principalmente hotelaria, organizadores e serviços de apoio a eventos, operadoras e agências de turismo, empresas de transporte, centros de eventos, empresas de alimentação e entretenimento, atrativos turísticos. É importante lembrar que o movimento inicial de criação de CVBx optou pelo formato de fundações, que embora com administrações mais complexas e que devem ser supervisionadas pelo Ministério Público, mas que inicialmente geravam mais credibilidade. Atualmente as fundações representam apenas 28%.

Fonte: Projeto Competitividade dos CVBx - Manual de Boas Práticas. 2008